Mercado de trabalho forte dos EUA contribui para confiança do Fed sobre inflação, diz dirigente

Prédio do Federal Reserve em Washington, nos EUA

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond, Tom Barkin, afirmou nesta segunda-feira (6) que o mercado de trabalho dos Estados Unidos está “forte”, o que segundo ele dá ao Fed tempo para “ganhar confiança” de que a inflação de fato se move de modo sustentável para a meta de 2%. Em discurso no Rotary Club de Columbia, o dirigente disse ter “preocupações” sobre a demanda e a inflação, mas se diz “otimista” de que o nível atual dos juros possa conter a demanda e levar a inflação de volta ao objetivo do BC dos EUA. Com direito a voto nas decisões de política monetária neste ano, Barkin disse que, após dados de meses recentes, é natural ponderar se estamos passando por uma mudança real na perspectiva econômica ou apenas por sobressaltos esperados pela frente. Ele admitiu que dados de inflação do início do ano atual foram “desapontadores”, em quadro ainda de inflação elevada e que com isso “a missão não está cumprida”.A demanda segue robusta e o mercado de trabalho, “notavelmente resiliente”, acrescentou. A “força histórica” do mercado de trabalho deixa claro que os EUA não estão em recessão neste momento, avaliou, mas ele diz acreditar que o aperto monetário já adotado e mantido irá fazer a economia desacelerar mais. O impacto completo dos juros mais altos “ainda estão por vir”, acredita, mas acrescentando que, na sua visão, a economia deve estar menos vulnerável a esse quadro. Barkin comentou também que, na sua avaliação, não há superaquecimento da economia. Caso isso aconteça, o Fed sabe como agir, acrescentou. Se a economia desacelerar demais, o BC tem poder de fogo suficiente para apoiá-la, acrescentou. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/

Taxa anual de inflação dos países da OCDE acelera a 5,8% em março

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) atingiu 5,8% em março, acelerando levemente ante 5,7% em fevereiro, de acordo com relatório divulgado pelo organismo nesta segunda-feira (6). Apenas a taxa anual do núcleo do CPI – que exclui as categorias voláteis de energia e alimentos – ficou inalterada de um mês para o outro, em 6,4%. No G20, grupo que reúne as 20 maiores economia do mundo, a taxa anual do CPI se manteve estável em março ante fevereiro, em 6,9%. Já no G7, o CPI anual subiu de 2,9% em fevereiro para 3,1% em março, detalhou a OCDE. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/

75% das empresas não têm alguma certificação de sustentabilidade e ESG, diz pesquisa

Certificaçao Sustentabilidade

Para entender como os indicadores ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) adotados por empresas brasileiras estão sendo percebidos pelos seus funcionários, a consultoria de inovação Tec Institute, realizou uma pesquisa online, em parceria com a MIT Tech Review Brasil, publicação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts no país. Entre as conclusões, descobriu que 75% das organizações não possuem nenhuma certificação de sustentabilidade ou ESG. Quando realizadas por instituições sérias e criteriosas, as certificações demonstram um compromisso real da empresa com aquilo que a certificadora atesta, e são concedidas às empresas que atendem critérios rigorosos. Isso envolve a implementação de políticas e práticas corporativas que vão além do mínimo exigido por lei. No caso da sustentabilidade e dos aspectos ESG, as certificações são importantes para evitar que as empresas realizem greenwashing, ESGwashing, diversitywashing – ou seja, façam parecer em suas campanhas de marketing, publicidade e relações públicas que suas práticas ambientais, de ESG, ou diversidade e inclusão, por exemplo, sejam maiores e mais relevantes do que realmente são na prática. Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/

Balança comercial tem superávit de US$ 2,94 bilhões na 3ª semana de abril

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,940 bilhões na terceira semana de abril (dias 15 a 21). De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 22, o valor foi alcançado com exportações de US$ 8,015 bilhões e importações de US$ 5,076 bilhões. No mês, o superávit acumulado é de US$ 7,659 bilhões e no ano, de US$ 26,737 bilhões. Até a terceira semana do mês, a média diária das exportações registrou queda de 1% na comparação com a média diária do período em 2023, com recuo de US$ 112,7 milhões (-22,9%) em Agropecuária; crescimento de US$ 100,21 milhões (35,4%) em Indústria Extrativa e alta de US$ 3,19 milhões (0,4%) em produtos da Indústria de Transformação. As importações também tiveram queda, de 7,9% no período, igualmente na comparação pela média diária, com crescimento de US$ 6,09 milhões (31,6%) em Agropecuária; redução de US$ 26,53 milhões (-29,3%) em Indústria Extrativa e recuo de US$ 61,11 milhões (-6,5%) em produtos da Indústria de Transformação. fonte: infomoney

Como implante cerebral Neuralink de Elon Musk ‘amplia as fronteiras da mente’

Em março, um homem chamado Noland Arbaugh demonstrou que consegue jogar xadrez usando apenas a mente. Depois de viver com paralisia por oito anos, ele reconquistou a capacidade de realizar tarefas que, para ele, eram inacessíveis, graças a um implante cerebral projetado pela empresa Neuralink, fundada por Elon Musk. “Para mim, simplesmente ficou intuitivo imaginar o cursor se movendo”, afirmou Arbaugh em uma transmissão de vídeo. “Eu simplesmente olho para um lugar da tela e ele se move para onde eu quero que ele vá.” A descrição de Arbaugh indica uma sensação de ação própria. Ele sugere que era responsável por mover a peça de xadrez. Mas quem realmente realizava as ações, ele ou o implante? As tecnologias de interface entre o computador e o cérebro (BCI, na sigla em inglês), como as propostas pela Neuralink, simbolizam uma nova era na interligação entre o cérebro humano e as máquinas. Elas nos convidam a reconsiderar nossas intuições sobre a identidade, o self e a responsabilidade pessoal. Em curto prazo, a tecnologia promete muitos benefícios para pessoas como Arbaugh, mas as aplicações podem se estender ainda mais. O objetivo de longo prazo da empresa é tornar esses implantes disponíveis para a população em geral, que poderá aumentar e reforçar suas capacidades. Se uma máquina puder realizar atos que antes eram reservados à matéria cerebral dentro do nosso crânio, será que ela deve ser considerada uma extensão da mente humana ou algo separado? Há décadas, os filósofos vêm debatendo as fronteiras da personalidade: onde termina a nossa mente e começa o mundo exterior? Em nível primordial, você pode considerar que a nossa mente repousa dentro do nosso cérebro e do corpo. Mas alguns filósofos propuseram que esta definição é um pouco mais complicada. Em 1998, os filósofos David Chalmers e Andy Clark apresentaram a hipótese da “mente estendida”. Eles sugeriram que a tecnologia poderia se tornar parte de nós. Em linguagem filosófica, os dois estudiosos propuseram um externalismo ativo – uma forma em que os seres humanos podem delegar alguns aspectos dos seus processos de pensamento para artefatos externos, que seriam integrados à própria mente humana. Esta proposta surgiu antes do advento do smartphone e serviu para prever como agora atribuímos tarefas cognitivas aos nossos aparelhos, desde procurar trajetos para chegar a algum lugar até a nossa própria memória. Como exercício intelectual, Chalmers e Clark também imaginaram um cenário “de ficção científica”, no qual alguém com um implante no cérebro manipula objetos em uma tela – na verdade, algo muito parecido com o que fez Arbaugh recentemente. Para jogar xadrez, Arbaugh imagina o que deseja, como mover um peão ou um bispo. E o implante, neste caso o Neuralink N1, seleciona os padrões neurais da sua intenção, antes de decodificar, processar e executar as ações. Agora que é algo que já aconteceu, que conclusão devemos traçar deste cenário, filosoficamente falando? O implante de Arbaugh é parte da sua mente, entrelaçado com suas intenções? Se a resposta for “não”, surgem questões polêmicas para definir quem é o verdadeiro autor das suas ações. Para compreender por quê, vamos considerar uma distinção conceitual: os acontecimentos e as ações. Os acontecimentos reúnem todos os nossos processos mentais, como nossos pensamentos, crenças, desejos, imaginações, contemplações e intenções. Já as ações são acontecimentos que são trabalhados, como os movimentos dos seus dedos para fazer rolar esta reportagem na tela, neste exato momento. Normalmente, não existe separação entre o acontecimento e a ação. Vamos tomar como exemplo uma mulher hipotética, Nora, jogando xadrez. Ela não tem uma BCI integrada. Regulando os acontecimentos, Nora pode formar a intenção de mover um de seus peões uma casa à frente e faz isso simplesmente movendo sua mão. No caso de Nora, a intenção e a ação são inseparáveis. Ela pode atribuir a ação de mover o peão a si própria. Mas Arbaugh precisa imaginar sua intenção e o implante realiza a ação no mundo externo. Neste caso, o acontecimento e a ação são separados. Com isso, surgem preocupações importantes. A pessoa que usa um implante cerebral para aumentar suas capacidades pode manter o controle executivo das suas ações integradas à BCI? Os cérebros e corpos humanos já produzem muitas ações involuntárias, como espirros, erros de coordenação e dilatação das pupilas, mas será que as ações controladas por implantes podem parecer vir de origem externa? Poderá o implante parecer um intruso parasita que irá corroer a pureza da vontade de uma pessoa? Chamo este problema de dilema da contemplação. No caso de Arbaugh, ele elimina etapas cruciais da cadeia causal, como o movimento da sua mão que concretiza sua jogada de xadrez. O que acontece se Arbaugh pensar, primeiramente, em mover seu peão uma casa à frente, mas, em uma fração de segundo, ele mudar de ideia e perceber que deve movê-lo duas casas, em vez de uma? Ou se ele estiver analisando possibilidades na sua imaginação e o implante interpretar, por erro, uma delas como sendo a sua intenção? No tabuleiro de xadrez, os riscos são baixos. Mas, se esses implantes ficarem mais comuns, a questão de responsabilidade pessoal se torna mais inquietante. O que acontece, por exemplo, se uma ação controlada por um implante causar ferimentos no corpo de outra pessoa? E esta não é a única questão ética levantada por estas tecnologias. Sua comercialização superficial sem solucionar totalmente o enigma da contemplação e outras questões importantes pode abrir o caminho para uma distopia digna das histórias de ficção científica. O romance Neuromancer, de William Gibson, por exemplo, destacou como os implantes poderiam levar à perda de identidade, manipulação e à perda da privacidade de pensamento. A questão fundamental do enigma da contemplação é definir quando um “acontecimento da imaginação” se transforma em “imaginação intencional de agir”. Quando aplico minha imaginação para contemplar quais palavras devo usar nesta sentença, este é um processo intencional. E a imaginação dirigida à ação – digitar as palavras – também é intencional. Em termos de neurociência, é quase impossível diferenciar entre a imaginação e a intenção. Um

“Prévia do PIB”: IBC-Br avança 0,40% em fevereiro, aponta BC

Previa do PIB abril de 2024

A economia brasileira seguiu em expansão na metade do primeiro trimestre, em linha com o esperado, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, em um reflexo de um mercado de trabalho forte e inflação sob controle. Em fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve avanço de 0,40% na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters e foi o quarto seguido no azul, embora tenha marcado uma desaceleração em relação à alta de 0,52% de janeiro. Além disso, o resultado do primeiro mês do ano foi revisado para baixo pelo BC, de um avanço de 0,60% divulgado antes. BRIBC=ECI Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,59%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 2,34%, de acordo com números observados. O destaque em fevereiro foi o desempenho do varejo, com as vendas apresentando crescimento de 1,0% sobre o mês anterior, contrariando expectativa de queda e com o setor atingindo o maior patamar da série histórica, diante de um cenário mais favorável para o consumo. O mercado de trabalho aquecido, inflação sob controle e o aumento da massa salarial vêm favorecendo a economia brasileira neste início de ano, com destaque para o consumo das famílias. O Banco Central vem promovendo um ciclo de afrouxamento monetário com a Selic atualmente em 10,75%, o que favorece as condições de crédito no país. No entanto, a produção industrial frustrou as expectativas e registrou retração de 0,3% em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve queda inesperada de 0,9% no volume após três meses de altas. No mês passado, o Banco Central melhorou sua projeção de crescimento econômico em 2024 a 1,9%, contra patamar de 1,7% estimado em dezembro. O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê expansão de 2,2% este ano, mas o chefe da pasta, ministro Fernando Haddad, já afirmou que a estimativa deve ser revisada para ao menos 2,5%. O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

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