Balança comercial tem superávit de US$ 2,94 bilhões na 3ª semana de abril

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,940 bilhões na terceira semana de abril (dias 15 a 21). De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 22, o valor foi alcançado com exportações de US$ 8,015 bilhões e importações de US$ 5,076 bilhões. No mês, o superávit acumulado é de US$ 7,659 bilhões e no ano, de US$ 26,737 bilhões. Até a terceira semana do mês, a média diária das exportações registrou queda de 1% na comparação com a média diária do período em 2023, com recuo de US$ 112,7 milhões (-22,9%) em Agropecuária; crescimento de US$ 100,21 milhões (35,4%) em Indústria Extrativa e alta de US$ 3,19 milhões (0,4%) em produtos da Indústria de Transformação. As importações também tiveram queda, de 7,9% no período, igualmente na comparação pela média diária, com crescimento de US$ 6,09 milhões (31,6%) em Agropecuária; redução de US$ 26,53 milhões (-29,3%) em Indústria Extrativa e recuo de US$ 61,11 milhões (-6,5%) em produtos da Indústria de Transformação. fonte: infomoney

Como implante cerebral Neuralink de Elon Musk ‘amplia as fronteiras da mente’

Em março, um homem chamado Noland Arbaugh demonstrou que consegue jogar xadrez usando apenas a mente. Depois de viver com paralisia por oito anos, ele reconquistou a capacidade de realizar tarefas que, para ele, eram inacessíveis, graças a um implante cerebral projetado pela empresa Neuralink, fundada por Elon Musk. “Para mim, simplesmente ficou intuitivo imaginar o cursor se movendo”, afirmou Arbaugh em uma transmissão de vídeo. “Eu simplesmente olho para um lugar da tela e ele se move para onde eu quero que ele vá.” A descrição de Arbaugh indica uma sensação de ação própria. Ele sugere que era responsável por mover a peça de xadrez. Mas quem realmente realizava as ações, ele ou o implante? As tecnologias de interface entre o computador e o cérebro (BCI, na sigla em inglês), como as propostas pela Neuralink, simbolizam uma nova era na interligação entre o cérebro humano e as máquinas. Elas nos convidam a reconsiderar nossas intuições sobre a identidade, o self e a responsabilidade pessoal. Em curto prazo, a tecnologia promete muitos benefícios para pessoas como Arbaugh, mas as aplicações podem se estender ainda mais. O objetivo de longo prazo da empresa é tornar esses implantes disponíveis para a população em geral, que poderá aumentar e reforçar suas capacidades. Se uma máquina puder realizar atos que antes eram reservados à matéria cerebral dentro do nosso crânio, será que ela deve ser considerada uma extensão da mente humana ou algo separado? Há décadas, os filósofos vêm debatendo as fronteiras da personalidade: onde termina a nossa mente e começa o mundo exterior? Em nível primordial, você pode considerar que a nossa mente repousa dentro do nosso cérebro e do corpo. Mas alguns filósofos propuseram que esta definição é um pouco mais complicada. Em 1998, os filósofos David Chalmers e Andy Clark apresentaram a hipótese da “mente estendida”. Eles sugeriram que a tecnologia poderia se tornar parte de nós. Em linguagem filosófica, os dois estudiosos propuseram um externalismo ativo – uma forma em que os seres humanos podem delegar alguns aspectos dos seus processos de pensamento para artefatos externos, que seriam integrados à própria mente humana. Esta proposta surgiu antes do advento do smartphone e serviu para prever como agora atribuímos tarefas cognitivas aos nossos aparelhos, desde procurar trajetos para chegar a algum lugar até a nossa própria memória. Como exercício intelectual, Chalmers e Clark também imaginaram um cenário “de ficção científica”, no qual alguém com um implante no cérebro manipula objetos em uma tela – na verdade, algo muito parecido com o que fez Arbaugh recentemente. Para jogar xadrez, Arbaugh imagina o que deseja, como mover um peão ou um bispo. E o implante, neste caso o Neuralink N1, seleciona os padrões neurais da sua intenção, antes de decodificar, processar e executar as ações. Agora que é algo que já aconteceu, que conclusão devemos traçar deste cenário, filosoficamente falando? O implante de Arbaugh é parte da sua mente, entrelaçado com suas intenções? Se a resposta for “não”, surgem questões polêmicas para definir quem é o verdadeiro autor das suas ações. Para compreender por quê, vamos considerar uma distinção conceitual: os acontecimentos e as ações. Os acontecimentos reúnem todos os nossos processos mentais, como nossos pensamentos, crenças, desejos, imaginações, contemplações e intenções. Já as ações são acontecimentos que são trabalhados, como os movimentos dos seus dedos para fazer rolar esta reportagem na tela, neste exato momento. Normalmente, não existe separação entre o acontecimento e a ação. Vamos tomar como exemplo uma mulher hipotética, Nora, jogando xadrez. Ela não tem uma BCI integrada. Regulando os acontecimentos, Nora pode formar a intenção de mover um de seus peões uma casa à frente e faz isso simplesmente movendo sua mão. No caso de Nora, a intenção e a ação são inseparáveis. Ela pode atribuir a ação de mover o peão a si própria. Mas Arbaugh precisa imaginar sua intenção e o implante realiza a ação no mundo externo. Neste caso, o acontecimento e a ação são separados. Com isso, surgem preocupações importantes. A pessoa que usa um implante cerebral para aumentar suas capacidades pode manter o controle executivo das suas ações integradas à BCI? Os cérebros e corpos humanos já produzem muitas ações involuntárias, como espirros, erros de coordenação e dilatação das pupilas, mas será que as ações controladas por implantes podem parecer vir de origem externa? Poderá o implante parecer um intruso parasita que irá corroer a pureza da vontade de uma pessoa? Chamo este problema de dilema da contemplação. No caso de Arbaugh, ele elimina etapas cruciais da cadeia causal, como o movimento da sua mão que concretiza sua jogada de xadrez. O que acontece se Arbaugh pensar, primeiramente, em mover seu peão uma casa à frente, mas, em uma fração de segundo, ele mudar de ideia e perceber que deve movê-lo duas casas, em vez de uma? Ou se ele estiver analisando possibilidades na sua imaginação e o implante interpretar, por erro, uma delas como sendo a sua intenção? No tabuleiro de xadrez, os riscos são baixos. Mas, se esses implantes ficarem mais comuns, a questão de responsabilidade pessoal se torna mais inquietante. O que acontece, por exemplo, se uma ação controlada por um implante causar ferimentos no corpo de outra pessoa? E esta não é a única questão ética levantada por estas tecnologias. Sua comercialização superficial sem solucionar totalmente o enigma da contemplação e outras questões importantes pode abrir o caminho para uma distopia digna das histórias de ficção científica. O romance Neuromancer, de William Gibson, por exemplo, destacou como os implantes poderiam levar à perda de identidade, manipulação e à perda da privacidade de pensamento. A questão fundamental do enigma da contemplação é definir quando um “acontecimento da imaginação” se transforma em “imaginação intencional de agir”. Quando aplico minha imaginação para contemplar quais palavras devo usar nesta sentença, este é um processo intencional. E a imaginação dirigida à ação – digitar as palavras – também é intencional. Em termos de neurociência, é quase impossível diferenciar entre a imaginação e a intenção. Um

“Prévia do PIB”: IBC-Br avança 0,40% em fevereiro, aponta BC

Previa do PIB abril de 2024

A economia brasileira seguiu em expansão na metade do primeiro trimestre, em linha com o esperado, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, em um reflexo de um mercado de trabalho forte e inflação sob controle. Em fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve avanço de 0,40% na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters e foi o quarto seguido no azul, embora tenha marcado uma desaceleração em relação à alta de 0,52% de janeiro. Além disso, o resultado do primeiro mês do ano foi revisado para baixo pelo BC, de um avanço de 0,60% divulgado antes. BRIBC=ECI Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,59%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 2,34%, de acordo com números observados. O destaque em fevereiro foi o desempenho do varejo, com as vendas apresentando crescimento de 1,0% sobre o mês anterior, contrariando expectativa de queda e com o setor atingindo o maior patamar da série histórica, diante de um cenário mais favorável para o consumo. O mercado de trabalho aquecido, inflação sob controle e o aumento da massa salarial vêm favorecendo a economia brasileira neste início de ano, com destaque para o consumo das famílias. O Banco Central vem promovendo um ciclo de afrouxamento monetário com a Selic atualmente em 10,75%, o que favorece as condições de crédito no país. No entanto, a produção industrial frustrou as expectativas e registrou retração de 0,3% em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve queda inesperada de 0,9% no volume após três meses de altas. No mês passado, o Banco Central melhorou sua projeção de crescimento econômico em 2024 a 1,9%, contra patamar de 1,7% estimado em dezembro. O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê expansão de 2,2% este ano, mas o chefe da pasta, ministro Fernando Haddad, já afirmou que a estimativa deve ser revisada para ao menos 2,5%. O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.